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Wednesday, April 25, 2007

BANDAS GÊMEAS...

Um sujeito acompanhado unicamente por seu violão folk resolve gravar um disco com algumas músicas autobiográficas. Até aí não tem nada demais. Acredito, inclusive, que muitas bandas que hoje conhecemos tenham começado exatamente dessa maneira. A partir disso, começam a aparecer algumas peculiaridades. A opção é por um projeto individual e autoral, com cerca de 10 músicas gravadas em um processo simples de voz e violão. Sonoridade pop e açucarada, com linhas melódicas de fazer partir o coração dos mais insensíveis. Apesar de ser um projeto de “um homem só”, a “banda” não leva o nome de seu compositor. Adivinhou, né? Claro que só pode ser o Dashboard Confessional. A banda surgida no ano de 2000, como um projeto paralelo de Chris Carrabba, na época a frente da banda norte-americana Further Seems Forever. Mas é melhor não ter tanta certeza assim.


Não tão distante do surgimento do Dashboard Confessional, mais precisamente no estado da Califórnia, aparece um outro projeto que promete confundir muito a cabeça dos fãs do “grupo” de Boca Ratón, Florida. Usando o nome de Secondhand Serenade, John Vesely lança, em 2005, um disco que segue a risca as características de seu predecessor.


São diversas as similaridades que aproximam Swiss Army Romance (2000) e Awake (2005), discos de estréia dos de Chris e John, respectivamente. Começando pelo visual de seus vocalistas (Topete espetado e incontáveis tatoos no braço) até o timbre da voz, que assusta de tão parecido. Não fosse pelas significativas mudanças do Dashboard nos últimos dois discos, ficaria realmente impossível distinguir um do outro.


John Vasely, apesar de vir de família de músicos e de uma longa história como baixista de bandas de rock, não tinha muita familiaridade com o violão. O primeiro encontro entre ele e o instrumento foi a pedido de sua esposa que queria que o moço a fizesse uma serenata. Funcionou tão bem que John afirma ter encontrado sua vocação e o disco de estréia “Awake” pode não soar nada original, mas tem qualidade. O projeto, lançado por um selo independente, já bate recordes de download na loja virtual do ITunes e sua página é uma das mais visitadas do MySpace. O mais engraçado é que o Dashboard não figura sequer entre as influências admitidas do Secondhand Serenade.


O som é totalmente “chupado” e nada original, mas dá pra matar as saudades do enxuto, cru e genial Swiss Army Romance. Em minha opinião, o disco mais bacana do DC. Ouça as duas bandas e confira sua similaridade praticamente surrealista.



Wednesday, December 14, 2005


O Bom Rock Irlandês em Vitória

O blog Álcool e Prozac inaugura agora uma nova série de postagens sobre músicos e bandas capixabas. A banda escolhida para a primeira matéria é a Dublin.
A banda faz cover de um dos maiores grupos do rock mundial, U2. Seu trabalho é diferenciado de bandas que fazem cover de outros artistas, pois seus integrantes são fãs e admiram muito o trabalho da banda irlandesa. Fundada em 98, a banda em 2002, teve uma mudança em seus vocais e agora é composta por: Rafael Sodré (Guitarra), Rodolfo Toniati (Baixo), Wilken Meirelles (Voz) e Tennessee Marx (Bateria). Segundo seu site (http://www.bandadublin.com.br/), a proposta é oferecer aos fãs do U2 a oportunidade de assistir um trabalho de fidelidade e paixão nunca visto em Vitória. Prova da dedicação ao trabalho é a rotina de ensaios semanal e antes de qualquer show. Em uma entrevista concedida por e-mail, Rafael relata o que sente como resposta dos fãs."Tão emocionante quanto tocar as músicas do U2 é ver a reação dos fãs a cada música".
Questionado sobre composições, o guitarrista afirma que esta é uma pergunta frenquente, e a vê como um ponto positivo: "Esta é uma pergunta que sempre teremos que responder !!! risos... mas se as pessoas e os músicos de Vitória cobram isso da Dublin de alguma forma, é por que o nosso trabalho em cima do palco é bom e causa a curiosidade nas pessoas de conhecerem um outro lado da Dublin. Mas isso ainda está distante... e quando acontecer, não será mais a "Dublin"". A falta de casas para shows e a não visão da cultura como investimento também foram questões tema das respostas de Sodré. Mesmo com essas dificuldades a Dublin é uma das bandas capixabas com a agenda mais constante. Só de Outubro pra cá foram seis e mais um ensaio aberto no estúdio galpão.
No site da banda é possivel ver e ouvir o som deles e ainda se atualizar sobre U2 e saber da agenda dos caras.
A provável vinda de Bono, The Edge, Adam e Larry ano que vem ao Brasil, deve render à sua banda cover uma procura e interesse ainda maior do público.